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Conta de luz volta à bandeira verde em outubro, após cinco meses de cobrança extra

A Aneel suspendeu o adicional da bandeira amarela por causa das chuvas no Sul e no Sudeste. Para os condomínios, é uma oportunidade de revisar o consumo das áreas comuns antes dos meses mais quentes.

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Conta de luz volta à bandeira verde em outubro, após cinco meses de cobrança extra

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, em 25 de setembro, que a bandeira tarifária de outubro de 2026 será verde. Com isso, as contas de energia deixam de ter cobrança adicional depois de cinco meses seguidos de bandeira amarela, conforme reportagem da Agência Brasil.

Por que a cor mudou

Segundo a Aneel, o volume maior de chuvas, principalmente no Sul e no Sudeste, ajudou a estabilizar o armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas. Com mais água disponível, o sistema pode reduzir o acionamento de usinas termelétricas, cuja geração é mais cara.

O sistema de bandeiras foi criado pela Aneel em 2015 e sinaliza, mês a mês, a previsão de custo da geração de energia no Sistema Interligado Nacional. Os valores informados para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos são:

  • Verde: sem acréscimo;
  • Amarela: cerca de R$ 1,88;
  • Vermelha, patamar 1: R$ 4,46;
  • Vermelha, patamar 2: R$ 7,87.

A bandeira é definida mensalmente. Portanto, o alívio vale para outubro e pode mudar nos meses seguintes, conforme as condições de geração. A mudança vale tanto para a conta das áreas comuns, paga pelo condomínio, quanto para as contas individuais de cada unidade.

O que muda para o condomínio

A conta de energia das áreas comuns reúne a iluminação de garagens, halls e escadas, as bombas de recalque, os portões automáticos, os elevadores, os equipamentos de segurança e, em muitos prédios, a piscina e a academia. Em um condomínio que consome, por exemplo, 5.000 kWh por mês nas áreas comuns, a bandeira amarela representava cerca de R$ 94 a mais por mês, antes de tributos. O cálculo é apenas ilustrativo: cada prédio deve aplicar os valores ao próprio consumo, informado na fatura.

Mais do que a economia pontual de outubro, o mês sem adicional é um bom momento para entender o perfil de consumo do prédio. Com as contas sem a parcela extra, fica mais fácil comparar períodos e identificar se o gasto está ligado ao uso dos equipamentos ou à tarifa. Isso ajuda a preparar o orçamento para a estação mais quente, quando o uso de bombas, ventilação e áreas de lazer costuma crescer.

Quando a fatura discrimina o valor cobrado a título de bandeira, somar esse adicional dos últimos meses permite mostrar aos condôminos, com clareza, quanto do aumento da conta veio da tarifa e quanto veio do consumo. Essa separação costuma qualificar a discussão do orçamento em assembleia.

O que fazer agora

  • Comparar as últimas 12 faturas de energia das áreas comuns e identificar picos fora do padrão.
  • Verificar o funcionamento de temporizadores e sensores de presença em garagens, escadas e halls.
  • Avaliar, com profissional habilitado, a troca gradual de lâmpadas antigas por LED e a revisão de motores e bombas.
  • Conferir se há equipamentos ligados sem necessidade fora do horário de uso, como iluminação de quadras e saunas.
  • Manter no orçamento uma margem para meses de bandeira amarela ou vermelha, evitando cotas extras.